A política habitacional no Amazonas já beneficiou mais de 31 mil famílias até março de 2026 e contribuiu para a geração de quase 80 mil postos de trabalho, segundo dados oficiais. As ações estão concentradas em programas voltados à redução do déficit habitacional e à ampliação do acesso à moradia.
A estruturação das iniciativas ocorreu durante a gestão do ex-governador Wilson Lima, quando programas habitacionais passaram a ser integrados em uma única estratégia. A execução técnica ficou sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE).
O engenheiro civil Marcellus Campêlo, que esteve à frente da condução técnica dos projetos até março deste ano, afirmou que a mudança de abordagem buscou ampliar o alcance das ações.
“A gente passou a tratar moradia como algo que precisa estar inserido na cidade, com acesso a serviços, infraestrutura e condições reais de qualidade de vida”, disse.
Atualmente, os projetos seguem sob a condução do governador interino Roberto Cidade.
“Nosso compromisso é dar sequência a essa política de moradia, garantindo que as obras avancem e que mais famílias tenham acesso à casa própria”, declarou.
Dentro dessa estratégia, foi lançado em 2023 o programa Amazonas Meu Lar, que passou a concentrar as ações habitacionais no estado. A proposta inclui a integração com projetos de saneamento e urbanização, como o Prosamin+, na capital, e o Prosai, no interior.
De acordo com os dados apresentados, cerca de 22 mil famílias receberam títulos definitivos de seus imóveis. Outras 9,2 mil foram atendidas com soluções habitacionais, incluindo unidades residenciais, indenizações e subsídios.
No caso do Prosamin+, o foco é a retirada de famílias de áreas consideradas de risco, como margens de igarapés e regiões sujeitas a alagamentos. Em Manaus, o programa prevê o reassentamento de 2,5 mil famílias, das quais 1.735 já foram retiradas dessas áreas. Além disso, aproximadamente 1,3 mil famílias foram reassentadas da zona sul em função das obras da ligação viária Silves-Maués.
O ex-governador Wilson Lima afirmou que a política habitacional foi estruturada para ir além da entrega de moradias.
“Quando oferecemos moradia digna, levamos junto infraestrutura, segurança jurídica e qualidade de vida”, declarou.
Além do impacto social, os projetos também têm reflexo na economia, com a abertura de frentes de trabalho em diferentes regiões e a movimentação da cadeia da construção civil. As ações seguem em andamento, com novas entregas previstas dentro do cronograma dos programas habitacionais.
Com Informações do Governo do Amazonas
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






